VENCENDO O AZUL


A HISTÓRIA DA INDÚSTRIA E TECNOLOGIA AERONÁUTICAS




1917: voa o primeiro dos aviões do Tenente Vilella

 

No mesmo ano de 1911, na Fábrica de Cartuchos e Munições do Exército, no Rio de Janeiro, o então Tenente Marcos Evangelista da Costa Vilela Júnior dava inicio aos trabalhos de construção de um avião. Em 1912, Vilela pediu apoio oficial ao ministro da Guerra, Vespasiano de Albuquerque, que não se interessou pelo projeto. Obstinado, o jovem oficial hipotecou alguns bens, vendeu outros, contraiu dívidas e cinco longos anos mais tarde voava seu primeiro avião no Rio de Janeiro. Era o Aribu, um monoplano dotado de motor francês e demais componentes nacionais. Em novembro de 1918 voava o segundo avião projetado e construído pelo Tenente Vilela, o aparelho denominado Alagoas.  

 

 

Em 1917 voou o aparelho Aribu, projetado e construído pelo Tenente Villela Junior.  

Fonte: Arquivo Carlos Dufriche

 

As experiências do Tenente Vilela não tiveram continuidade, mas demonstraram a possibilidade de se projetar e construir aviões no Brasil. A construção do Alagoas contou com o apoio do então Ministro da Guerra, General Caetano de Farias, embora consistisse num esforço essencialmente pessoal de Vilela. O Exército estava convencido da importância da aviação como arma de guerra, mas não da necessidade de que os aparelhos fossem fabricados no país. Na verdade, até 1930, não houve envolvimento significativo da Forças Armadas no desenvolvimento de aeronaves nacionais. Houve sim, uma série de iniciativas individuais, tanto de civis como militares, iniciativas essas que responderam a uma motivação militar.



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